Adaptação psicofísica do trabalhador docente

da racionalidade fordista à acumulação flexível

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29404/rtps-v10i15.1499

Palavras-chave:

Contrarreforma educacional, Trabalhador de novo tipo, Trabalho docente

Resumo

O presente artigo analisa as transformações históricas e ideológicas que configuram a adaptação psicofísica do trabalhador docente no contexto da passagem da racionalidade fordista à acumulação flexível do capital.  Assim, buscou-se compreender como as metamorfoses do capitalismo, articuladas à ideologia neoliberal e à ideia da “Nova Gestão Pública”, incidem sobre a formação e a subjetividade do trabalhador docente, produzindo novas formas de controle e consenso ativo. Trata-se de uma pesquisa de caráter explicativo, com enfoque qualitativo, realizada por meio de fontes primárias e secundárias, e análise documental, que objetiva examinar o papel das contrarreformas educacionais como expressões da pedagogia do capital e sua influência no trabalho docente. Os resultados indicam que a lógica flexível de acumulação, amparada pela difusão de competências e pelo discurso da inovação tecnológica, configura o nexo psicofísico do trabalhador docente, intensificando a precarização da atividade laboral, ao mesmo tempo em que naturaliza a exploração do trabalho sob formas subjetivamente consentidas. Conclui-se que, embora as formas históricas de acumulação tenham se transformado, a adaptação psicofísica permanece como elemento estrutural da reprodução das relações capitalistas, assumindo feições ainda mais perversas na contemporaneidade.

Biografia do Autor

Karen de Rezende shildt Corrêa, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil

Especialista em Educação Especial pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Mestranda em Educação pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é membra do Grupo de Pesquisa Sobre Trabalho e Políticas Educacionais (GTPE). Atua como docente II na Secretaria Municipal de Educação de Maricá (RJ). ID Lattes: http://lattes.cnpq.br/0765816524395184 . ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-1922-7470 . E-mail: karenschildt20@gmail.com

Jussara Marques de Macedo, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil

Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com estágio de Pós-Doutoramento em Política e Administração Educacional pela Universidade de Lisboa (ULisboa), Portugal. Atua como Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde integra o quadro docente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH). É líder do Grupo de Pesquisa Sobre Trabalho e Políticas Educacionais (GTPE/UFRJ). É membra associada da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). É pesquisadora da Rede Universitas/BR. ID Lattes: https://lattes.cnpq.br/1910175226881414. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-6641-3164 . E-mail: jussara0712@gmail.com

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Publicado

13.04.2026

Como Citar

Corrêa, K. de R. shildt, & Macedo, J. M. de. (2026). Adaptação psicofísica do trabalhador docente: da racionalidade fordista à acumulação flexível . RTPS - Revista Trabalho, Política E Sociedade, 10(15), e1499. https://doi.org/10.29404/rtps-v10i15.1499

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