COMO ENSINAR LUTAS PARA MENINAS?
UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM INCLUSIVAMENTE NÃO-CONVENCIONAL
Abstract
Este texto é fruto de reflexões contínuas, intensas e viscerais sobre a prática de artes marciais e esportes de combate. Tenho me dedicado a estudar gênero em artes marciais, especialmente no karatê, observando sua dinâmica no contexto internacional, incluindo países do Norte e Sul global, tanto no alto rendimento como no meio amador. Advogo pelo potencial das lutas para empoderar as pessoas de modo holístico; entretanto, o ambiente das lutas é muitas vezes hostil e requer transformações para levar ao empoderamento. Neste artigo, apresento algumas reflexões, apoiadas na experiência pessoal e nas investigações levadas a cabo ao longo dos anos, sobre estigmas colocados sobre e para meninas que tomam contato com lutas. Meu objetivo aqui é refletir sobre possibilidades de enfoque para as lutas que as removam de lugares estigmatizados e estigmatizantes, oferecendo perspectivas não-convencionais para construir experiências marciais inclusivas para meninas.