A FORMAÇÃO INICIAL EM SOCIOLOGIA E A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
experiências e aprendizagens em uma comunidade tradicional de matriz africana
DOI:
https://doi.org/10.29327/2742041.10.14-9Palavras-chave:
Formação docente, Relações étnico-raciais, Racismo religioso, Educação antirracista, Ensino de SociologiaResumo
Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira experiências formativas, como a visita de campo a uma comunidade tradicional de matriz africana, podem contribuir para ampliar os conhecimentos de futuros professores de Sociologia, especialmente no que diz respeito à educação das relações étnico-raciais e ao enfrentamento do racismo religioso no contexto escolar. A pesquisa foi realizada no âmbito do Curso de Formação em Educação das Relações Étnico-Raciais, promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo (NEAB/Ufes) em parceria com o Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação (PPGMPE/Ufes). A abordagem metodológica adotada é qualitativa, com inspiração etnográfica, e utilizou como procedimentos a observação participante, diário de campo e entrevistas com licenciandos do curso de Ciências Sociais participantes do Programa Residência Pedagógica. Os resultados indicam que a visita ao terreiro contribuiu significativamente para a desconstrução de estigmas associados às religiões afro-brasileiras, promovendo a ampliação do repertório cultural dos cursistas e o fortalecimento de práticas pedagógicas antirracistas. Conclui-se que vivências formativas desse tipo são fundamentais para a efetivação da Lei nº 10.639/2003 e para a construção de uma escola comprometida com a valorização da diversidade religiosa
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