A PRETAGOGIA POR CAMINHOS INSURGENTES
dois estudos de caso
DOI:
https://doi.org/10.29327/2742041.10.14-5Palavras-chave:
Educação, Relações étnico-raciais, Pretagogia, Ubuntu, CandombléResumo
Este artigo busca repensar a relação entre a educação das relações étnico-raciais e as religiões de matriz africana em sala de aula. Como essas religiões poderiam contribuir na educação das relações étnico-raciais? De fato, as religiões afro-brasileiras, sendo o caldeirão onde pessoas oriundas de diferentes lugares interagem entre elas, promovem e incentivam interações étnico-raciais das mesmas. Assim, como as duas caras da mesma moeda, as relações étnico-raciais e as religiões de matriz africana se influenciam mutualmente. A partir da noção da educação de Amadou Hampaté Bâ, de conceito como Ubuntu, a pretagogia, trazemos algumas pistas de reflexões como suporte as relações étnico-raciais com base daquilo que é considerado como saberes ancestrais milenares encontrados nas religiões de matriz africana. O artigo visa mostrar como as religiões de matriz africana como o Candomblé atua no fortalecimento das relações étnico-raciais, apresentando dois estudos de casos de duas instituições presentes em duas diferentes cidades do Brasil. São elas: o Instituto de Arte e Cultura Yoruba (Belo Horizonte), e o memorial do Ilê Axé Oya Bagan (Brasília). Em ambos os casos, o método usado foi a observação participante resultando em aquisição de conhecimentos, demistificações dos saberes e do espaço do terreiro, um olhar diferente por parte dos alunos presentes nas oficinas. Por fim, conclui-se que a pretagogia é um instrumento necessário no combate contra o preconceito, contra o racismo religioso, mais do que indispensável para o equilíbrio das relações étnico-raciais.