MEMÓRIA, SABERES TRADICIONAIS E RACISMO RELIGIOSO
Lideranças de terreiros de umbanda e suas narrativas
DOI:
https://doi.org/10.29327/2742041.10.14-3Palavras-chave:
Religião, Umbanda, Memória, Saberes, Racismo ReligiosoResumo
O objetivo geral do presente artigo é analisar o processo social de construção da memória e transmissão de saberes a partir de narrativas de lideranças de terreiros de umbanda. A pesquisa etnográfica foi realizadas na Região Metropolitana da Grande Vitória (ES), de 2022 a 2024, sob as orientações metodológicas da observação direta nos templos e da narrativa de vida, onde empregou-se técnicas de entrevistas gravadas, solicitando à tais lideranças que contassem suas trajetórias de vida na religião, práticas e saberes na condução dos templos. O artigo analisa a construção da memória relacionada aos nomes de entidades espirituais na identificação de templos, em ritos e nos saberes de cura; bem como debate o tema da intolerância e racismo religioso contra praticantes das religiões de matriz africana e afro-brasileiras. Concluiu-se que as lideranças defendem que os verdadeiros dirigentes dos templos e portadoras dos saberes são as entidades espirituais, que expressam suas sabedorias por meio dos corpos dos médiuns. Essas entidades se expressam também nas prescrições de ritos de cura de consulentes, bem como na construção de seus templos.
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