https://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/issue/feedREPECULT - Revista Ensaios e Pesquisas em Educação e Cultura - Qualis B1 - (open access).2025-08-21T16:08:23+00:00Ahyas Sissahyas@ufrrj.brOpen Journal Systems<p><strong>Repecult - Revista Ensaios e Pesquisas em Educação e Cultura</strong></p> <p><strong>ISSN:</strong> <strong><span id="m_8961217665885980934DWT526">2526-2742.</span></strong></p> <p><strong>DOI 10.29327/2643142.9.13</strong></p> <p><strong>Qualis: B1</strong></p> <p>Publicado ininterruptamente desde o ano de 2016, a <strong> Repecult</strong> - Revista Ensaios e Pesquisas em Educação e Cultura - Qualis B1 - (open access) é um periódico eletrônico editado pelo Gpesurer, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc/UFRRJ) dirigido ao público acadêmico e em geral, publicando artigos, dossiês temáticos, ensaios, resenhas e pesquisas em educação. </p> <p>A Repecult está indexada em bases de dados nacionais e internacionais. </p> <p>https://creativecommons.org/</p> <p> </p> <p><a href="https://creativecommons.org/">https://creativecommons.org/</a></p> <p><strong> Indexação / Bases de Dados</strong><strong> </strong></p> <p><a href="https://www.latindex.org/">https://www.latindex.org</a> <a href="https://diadorim.ibict.br/">https://diadorim.ibict.br/</a> <a href="https://www.sumarios.org/">https://www.sumarios.org/</a> <a href="http://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/management/settings/scholar.google.com">scholar.google.com</a> </p> <p><strong> </strong></p> <p><strong>About Us</strong></p> <p>Published continuously since 2016, Repecult - Revista Ensaios e Pesquisas em Educação e Cultura - ISSN 2526-2742 - Qualis B1, is an electronic journal edited by Gpesurer, linked to the Graduate Program in Education, Contemporary Contexts and Popular Demands (PPGEduc ) and published by Edur (Publisher of the Federal Rural University of Rio de Janeiro) at first through the Costa Lima Portal at UFRRJ and now at this address, it is a journal aimed at the academic and general public, publishing articles, thematic dossiers, essays , reviews and research in education, contributing to the dissemination of knowledge produced in this thematic area. The content published by this journal is open access, seeking to democratize access to knowledge, respecting copyright. The volumes of Repecult from 01 to 09 (2016.2/2021.1) are published at http://costalima.ufrrj.br/index.php/REPECULT/issue/archive, which becomes a repository for issues already published by this journal. Repecult is indexed in national and international databases.</p> <p>https://creativecommons.org/<strong> </strong></p> <p><strong>Indexing / Databases</strong></p> <p><a href="https://www.latindex.org/">https://www.latindex.org</a> <a href="https://diadorim.ibict.br/">https://diadorim.ibict.br/</a> <a href="https://www.sumarios.org/">https://www.sumarios.org/</a> <a href="http://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/management/settings/scholar.google.com">scholar.google.com</a> </p> <p> </p> <p> </p>https://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1418Sobonfu Somé. Espírito da intimidade2025-07-28T23:26:47+00:00RENATO NOGUERAcontatonoguera@gmail.com<p>resenha</p>2025-08-12T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 RENATO NOGUERAhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1211O samba-enredo da Mangueira de 2009 e a formação social brasileira: uma aproximação crítica2025-02-02T02:08:22+00:00Higo Gabriel Santos Alveshigoallves@gmail.comMarcio Penna Côrte Realmpcortereal@ufg.br<p>Os sambas-enredos são uma criação própria do carnaval brasileiro e podem ser caracterizados como uma forma original de contar e cantar a história do país. Nesta feita, objetiva-se com esse texto, através da análise de um expoente do gênero, o samba-enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira do ano de 2009, refletir sobre aspectos da formação social brasileira. A análise foi realizada a partir de questões reproduzidas no samba mangueirense como o mito da democracia racial, os movimentos de resistência e o processo de ocupação do território brasileiro. Para além de cumprir sua função no desfile, os sambas-enredo podem reproduzir narrativas que se adequem ao contexto sócio-histórico, apresentando mitos do pensamento social e da cultura brasileira, pois como outras manifestações culturais, se colocam como objeto de disputa. Todavia, também podem ser utilizados como um instrumento pedagógico de letramento racial e social em uma narrativa contra hegemônica e transgressora dos discursos ideologicamente produzidos e reproduzidos.</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Higo Gabriel Santos Alves, Marcio Penna Côrte Realhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1361A produção literária ludoétnica "A moqueca das Marias", no bairro São Bento das Lajes - SFC: uma prática pedagógica decolonial2025-07-08T19:32:22+00:00Flavia Querino da Silvaflaviaquerino4@yahoo.comEmily Alves Cruz Moyemilymoy@uesb.edu.brFabrício de Sena Ferreirafabricio.setursfc@gmail.com<p>Este artigo discute a produção literária por crianças como uma prática pedagógica decolonial, à luz dos estudos de etnicidade de Fredrik Barth, e apresenta estratégias para sua implementação em contextos educacionais. A partir de uma abordagem etnográfica, analisamos como a produção literária pode ser uma ferramenta valiosa para promover a descolonização do pensamento e da educação, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura local e fomenta a inclusão e a diversidade. O estudo tem como base uma experiência pedagógica desenvolvida com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental I, na Escola Maria das Dores Alves, em São Francisco do Conde (BA), cuja proposta culminou na construção coletiva do livro A Moqueca das Marias. A atividade envolveu processos de escuta, autoria e criação coletiva, articulando múltiplas linguagens — oral, escrita, artística e performática — por meio de metodologias participativas. Os estudantes produziram textos, ilustrações, uma peça teatral e um samba inspirados na narrativa construída, revelando o potencial da produção literária ludoétnica como estratégia de resistência, de fortalecimento identitário e de transformação das relações étnico-raciais no ambiente escolar.</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Flavia Querino da Silva, Emily Alves Cruz Moy, Fabrício de Sena Ferreirahttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1352As lutas históricas do movimento negro brasileiro para a criação da Lei Federal Nº 10.639/20032025-07-19T14:58:58+00:00Flávio Guimarães Dinizflaviogdiniz88@hotmail.comAhyas Sissahyassiss@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo mostrar a importância das lutas históricas do Movimento Negro Brasileiro, principalmente no século XX, para o surgimento da Lei Federal nº 10.639/2003, que está inserida no contexto das políticas públicas de ação afirmativa. Tal elaboração parte da ideia na qual a referida a lei consiste numa política pública que representa o Estado em ação, como aponta Azevedo (2004). Nesse contexto, a lei pode ser vista como um importante instrumento para a construção de uma educação antirracista e que reposiciona o negro e as relações raciais no mundo da educação (Santos, 2007).</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Flávio Guimarães Diniz, Ahyas Sisshttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1435Entre o apagamento e a resistência2025-08-09T03:35:39+00:00Fabio Antonio Abreu da Silvafabio@ufrrj.brAnelise Monteiro do Nascimentoanelise.ufrrj@yahoo.com.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta uma revisão de literatura, do tipo estado da arte, sobre o racismo em ambientes digitais. Com base na análise de 20 dissertações e 3 teses disponíveis no banco de teses da CAPES, mapeiam-se os principais referenciais teórico-metodológicos, os recortes temáticos, os ambientes virtuais analisados, os enfoques regionais e as abordagens metodológicas empregadas. Os dados revelam que o campo do racismo digital ainda é emergente, com forte predominância de estudos voltados ao Facebook, à promoção da igualdade racial e ao empoderamento feminino negro. Identificam-se lacunas quanto à abordagem de dimensões como racismo institucional e recortes de gênero e classe. Conclui-se que revisões de literatura como esta contribuem para consolidar o campo, evidenciar suas lacunas e orientar futuras investigações interdisciplinares. A pesquisa reafirma a relevância do debate sobre desigualdades raciais no ciberespaço no campo da Ciência da Informação</span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Fabio Antonio Abreu da Silva, Anelisehttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1439Um diálogo com Beatriz do Nascimento e bell hooks sobre o amor entre mulheres negras:2025-08-12T14:25:04+00:00Ana Maria Pereira Galliezamap08@gmail.comClaudia Patricia Rodrigues de Oliveiraclaudiaaguiar16@hotmail.comJacqueline da Silva Costajacquelinecosta.sol@unilab.edu.br<p align="justify">Este artigo relata a experiência do Projeto de Extensão e Pesquisa “Rede de Estudos e Formação Lélia Gonzalez, Presente!”, vinculado à Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab-CE), coordenado pela <span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Profa. Dra.</span></span> Jacqueline Costa. A iniciativa promove formação interdisciplinar, intelectual e política sobre o pensamento feminista negro e o empoderamento de mulheres negras. A ação descrita integra o Coletivo Lélia Gonzalez, com foco em formação em feminismo negro. Apresentamos reflexões a partir das obras de duas intelectuais negras: Beatriz Nascimento, com o texto “A mulher negra e o amor” e suas abordagens de um amor decolonial e afrocentrado; e bell hooks, com “Vivendo de amor”. A experiência consistiu na construção de uma aula-vivência realizada em 2025 com cerca de 40 mulheres, majoritariamente negras, de diferentes regiões do Brasil. A metodologia adotada teve como base a escuta, a observação e o registro crítico (Paulo Freire, 1996), e a escrevivência (Conceição Evaristo, 2020), que valoriza experiências individuais como expressão coletiva. A vivência possibilitou um espaço seguro de partilha e reflexão sobre como o amor nos é ensinado, vivido e negado. Concluímos destacando a relevância da continuidade dos estudos e da efetivação das Leis 10.639/03 e 11.645/08 no meio acadêmico como formas de reparação e valorização do saber negro.</p>2025-08-12T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Ana Maria Pereira Galliez, Claudia Patricia Rodrigues de Oliveira, Jacqueline da Silva Costahttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1416Apresentação2025-07-28T19:15:17+00:00Adilbênia Freire Machadoadilbenia@ufrrj.brDébora Augusto Francodebora.franco@institutodepsicologiauerj.orgElisabete Figueroa dos Santoselifigue@unicamp.brLuciana Pires Alveslualpires@gmail.comRenato Nogueiracontatonoguera@gmail.com<p>Este dossiê reúne contribuições interdisciplinares que tratam o amor não como abstração universal, mas como fenômeno social, político e epistêmico, atravessado por marcadores de raça, gênero, classe e território. Organizado por Adilbênia Freire Machado (UFRRJ), Bete Figueroa (Unicamp), Débora Franco (Uerj), Luciana Pires Alves (Uerj) e Renato Noguera (UFRRJ), o dossiê emerge de um contexto contemporâneo em que o amor romântico, tradicionalmente idealizado, encontra-se em crise — tensionado pelas altas taxas de separação, pela difusão de aplicativos de relacionamento e pela multiplicidade de arranjos afetivo-sexuais que desafiam a mononormatividade.Ao propor reflexões sobre o amor enquanto campo de saberes e disputas, as pesquisas aqui reunidas desestabilizam concepções naturalizadas e iluminam práticas afetivas insurgentes que compõem uma verdadeira ecologia de saberes sobre amar e ser amado</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 RENATO NOGUERAhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/807Notas sobre o Amar enquanto ferramenta potente na pesquisa-intervenção em pesquisas feitas por pessoas negras sobre/para pessoas negras. 2025-05-13T20:51:44+00:00Irapoan Nogueira Filho Alfordinfilho@gmail.com<p style="line-height: 150%; text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">O presente artigo é uma reflexão teórica, apresentando uma proposta de utilização da Biologia do Amar como componente metodológico da pesquisa-intervenção, quando feita por pessoas pretas sobre/para pessoas pretas. Para execução desta proposta, o artigo apresenta o modelo de pesquisa-intervenção, realizando em seguida uma articulação deste modelo com materiais de Políticas de Cognição, de Psicologia Preta, e da Biologia do Amar. Conclui com algumas implicações dessa articulação proposta. </span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Irapoan Nogueira Filhohttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/880O afeto e a idade média2025-05-13T19:56:36+00:00Marcelo Berrielmsberriel@hotmail.com<p>Este artigo aborda questões teóricas e historiográficas relacionadas ao estudo do afeto na Idade Média, problematizando os seus limites, bem como a relação do Brasil contemporâneo com os elementos medievais que supostamente foram herdados por nossa sociedade. Em um primeiro momento, discute-se os limites das pesquisas acerca das emoções na Idade Média esclarecendo sobre a importância em distinguir os ideais de amor e afeto daquilo que efetivamente podemos saber sobre as sociedades medievais. Em seguida, são abordadas questões referentes à chamada “herança medieval” brasileira a partir de uma perspectiva crítica baseada nos estudos decoloniais. Conclui-se que, a despeito dos avanços da história das emoções, as poucas certezas que temos sobre os afetos em tempos medievais indicam a necessidade de renovar as abordagens dos elementos supostamente medievais em nossa cultura e em nossa maneira de sentir. Por fim, associa-se a necessidade de descolonizarmos nosso conhecimento baseado na narrativa histórica eurocêntrica com uma proposta de descolonização também de nossos sentimentos.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Marcelo Berrielhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1429Amor e conflito2025-08-06T20:12:38+00:00Débora Augusto Francodebora.franco@institutodepsicologiauerj.org<p class="western" align="justify"><a name="_heading=h.5kzrmfbw2bfi"></a> <span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">O presente artigo é parte de uma pesquisa mais ampla sobre a vivência de pais que lutam pela guarda compartilhada. O objetivo deste estudo é investigar conflitos relativos ao litígio conjugal que afetam a família pós-divórcio e o relacionamento entre pais e filhos. Foram entrevistados 12 sujeitos, dez homens e duas mulheres, que relataram dificuldades de manutenção dos laços parentais após o rompimento da relação conjugal.</span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"> Destaca-se o recorte racial para famílias negras. Os participantes foram recrutados</span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"> diretamente em comunidades virtuais do Facebook, que funcionam como grupo de apoio para pais que brigam na justiça pela guarda compartilhada dos filhos. Dentre os principais aspectos relatados pelos participantes da pesquisa, ressalta-se a diminuição da convivência com os filhos após o rompimento conjugal; as mudanças na rotina familiar; e a dificuldade na proteção dos filhos quanto aos impactos do litígio conjugal após o divórcio. Conclui-se que quando a família pós-divórcio é capaz de lidar com as consequências sociais, psicológicas, afetivas e econômicas da separação conjugal, é possível que encontrem saídas para o conforto, acolhimento e segurança dos filhos, de forma a permitir o convívio saudável e que não comprometa a manutenção dos vínculos parentais após o rompimento amoroso e promova uma perspectiva familiar comunitária e contracolonial. </span></span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Débora Francohttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1401No paradigma do amor per si2025-07-22T16:05:33+00:00Bruna Souza Ribeirob167861@dac.unicamp.brJaciara Cristina Da Silvaj174399@dac.unicamp.brElisabete Figueroa dos Santoselifigue@unicamp.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente ensaio teórico objetiva analisar a fuga na sua complexidade sistêmica-simbólica, partindo da seguinte questão: A fuga como resistência pode vir a ser um ato de amor? Para debatê-la, baseamo-nos numa abordagem qualitativa, por meio de um resgate histórico, assim, mobilizamos os conceitos de “resistências escravas” e “re-selvaginização”. Tais noções permitem compreender a teia criada pelo processo de fuga; a qual mobiliza elementos materiais e imateriais, concretos e simbólicos, articulados e acionados pelos sujeitos, a depender da ação estratégica inventada, visando como fim último a liberdade. Acionamos também os conceitos de Ôrí, de Beatriz Nascimento, e o amor como um ato revolucionário, a partir de bell hooks. Discutimos, assim, que há um movimento continuum no processo de fuga e, na dimensão do Ôrí, que dinamiza um amor </span><em><span style="font-weight: 400;">per si</span></em><span style="font-weight: 400;">, ressignificando as lógicas sociais e culturais impostas e, particularmente para mulheres negras, cria possibilidades de afirmarem-se como sujeitos da diáspora com agência própria, capazes de ressignificarem suas existências. </span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Bruna Souza Ribeiro, Jaciara Cristina da Silva, Elisabete Figueroa dos Santoshttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1402Afetos em movimento2025-07-24T23:15:25+00:00Helda da Silva Moreira Roqueh252303@dac.unicamp.brLucineia Chrispim Pinho Micaelal158832@dac.unicamp.brElisabete Figueroa dos Santoselifigue@unicamp.br<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho discute os significados de amor e cuidado nas relações afetivas e amorosas de mulheres negras, a partir de referências do feminismo negro e de afroperspectivas. Parte da análise qualitativa de temáticas que emergem de narrativas de mulheres negras docentes, cujas entrevistas integram uma pesquisa de doutorado em andamento. Os resultados indicam que essas mulheres negras vêm se empenhando em um movimento que desafia estereótipos desqualificantes, como o de antimusa, que limitam seu acesso ao amor e ao cuidado. Assim, apontamos suas agências em rechaçar um ideal de relação e/ou de vivência amorosa individualizante e pálido. Esse movimento, enraizado em experiências de resistência, busca romper com a visão da mulher negra como figura subalterna, forte e sem afeto, apostando em uma afetividade concreta, em que o amor e o cuidado surgem a partir da reciprocidade, do respeito, do acolhimento cotidiano, ancorando-se na coletividade e no autocuidado. Por fim, considera-se que, ao estabelecer relações afetivas que validam seus afetos e cultivam a valorização do bem-viver coletivo, o amor se configura como ato de re-existência e de manutenção subjetiva e comunitária.</span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Helda da Silva Moreira Roque, Lucineia Chrispim Pinho Micaela, Elisabete Figueroa dos Santoshttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1430Bell Hooks e Sobonfu Somé2025-08-06T21:22:03+00:00Halina Macedo Lealhalina.leal@pucpr.br<p class="western" align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">bell hooks, mulher negra estadunidense, uma das intelectuais e ativistas mais importantes dos direitos das mulheres negras na diáspora africana, nos apresenta, em seu livro </span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><em>Pertencimento, uma cultura do lugar</em></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">, reflexões acerca de se sentir pertencente em sociedades racistas, machistas, sexistas e classistas, às quais ela denomina de sociedades “patriarcais supremacistas brancas capitalistas imperialistas”. Sobonfu Somé, filósofa e professora nascida em Dano, cidade em Burkina Faso, na África Ocidental, reflete, em seu livro </span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><em>O Espírito da Intimidade</em></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">, </span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;"><em>ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar</em></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">, sobre a dimensão espiritual dos relacionamentos a partir de ensinamentos tradicionais de seu povo, os Dagara. Ambas, a partir de perspectivas distintas, mas atravessadas por uma ancestralidade comum, nos oferecem reflexões sobre sentir, se relacionar, pertencer e ser na coletividade. No presente texto, busca-se apresentar, de forma breve, como ambas articulam suas ideias e experiências na atribuição de centralidade à vida comunitária para o resgate e para experiências efetivas de </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">pertencimento das pessoas negras. </span></span><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">Para tanto, serão assumidos como focos de análise os dois livros já mencionados, considerando as diferenças territoriais e experienciais de ambas, mas, sobretudo, aspectos de suas narrativas e </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">vivências que reportam a uma perspectiva ancestral comunitária e de pertencimento.</span></span></span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Halina Macedo Lealhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/805O Amor pedagógico2023-07-28T13:13:53+00:00Claudia Regina Bomfim da Fonsecacrbomfim@gmail.comRenato Simões Moreirarenatosimoesmoreira@hotmail.com.br<p>Fazer o que gosta, amar o que faz. Senso comum e docentes são afeitos à ideia de que a educação é uma atividade ideológica e apaixonada e de que o magistério é uma ação predominantemente “amorosa”. Que dizem os sentimentos em relação à prática docente em nossa sociedade? Para responder a essa questão, este artigo propõe que: 1) os sentimentos sejam considerados como algo culturalmente construído, a partir da análise das discussões das ciências sociais acerca da naturalidade e universalidade das emoções; 2) que se problematize se o amor, alardeado no imaginário popular como indispensável à atuação docente, não seria uma construção social que, enquanto confere uma suposta dignidade inefável aos educadores, também joga sobre seus ombros um fardo demasiadamente pesado. Considera-se, portanto, que o mito do afeto e do carinho, como imprescindíveis à educação, aprisionariam o fazer docente em determinados esteriótipos bastante desvantajosos para os sujeitos, resultando na precarização de sua atividade.</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Claudia Regina Bomfim da Fonseca, Renato Simões Moreirahttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1431O dispositivo-quilombo, o amar, e a relação social2025-08-06T21:49:47+00:00Irapoan Nogueira Filho Alfordinfilho@gmail.com<p class="western" align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana, sans-serif;">Este artigo propõe uma reflexão teórico-metodológica sobre a integração da Biologia do Amar como componente essencial da pesquisa-intervenção realizada por e para pessoas pretas. Diante dos desafios contemporâneos enfrentados pela população negra no Brasil, discute-se a necessidade de abordagens metodológicas que reconheçam afetos, ancestralidade e cuidado como fundamentos epistemológicos. A proposta articula o modelo de pesquisa-intervenção com contribuições da Psicologia Preta Brasileira, das Políticas de Cognição e da Biologia do Amar, destacando como essas perspectivas podem orientar práticas investigativas antirracistas e emancipatórias. Como resultado, apresenta-se um método desenvolvido pelo autor em suas pesquisas, que prioriza o amar enquanto emocionar, o exercício de uma relação social verdadeira e ética, e o fortalecimento dos coletivos locais como pilares metodológicos. Por fim, o texto explora as implicações dessa articulação, sugerindo que a incorporação da Biologia do Amar não apenas amplia as possibilidades da pesquisa-intervenção, mas também reforça seu potencial como ferramenta de fortalecimento do poder de agor de coletivos e sujeitos. O artigo convida a repensar as práticas acadêmicas, enfatizando a importância de metodologias que valorizem a subjetividade negra e suas formas de existência.</span></span></span></p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Irapoan Nogueira Filhohttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/823O eros decolonial:2024-06-08T19:40:52+00:00Ana Flávia Costa Eccardanaeccard@gmail.com<p>O atual artigo visa estudar o Eros decolonial como saída para o fim do mundo do desamor, compreende-se o fim do mundo o atual momento, que se vive uma transformação nos valores que motivam a geração a se relacionar, e o medo do desamor predomina os compromissos das relações. Trata-se de um foco temático sobre Eros, sobre a sociedade atual das relações que se transformam com a hiper conexão das redes sociais, e o eros como uma prática que é uma nova perspectiva de se relacionar como uma possível solução para a desesperança das relações atuais. O estudo tem como objetivo investigar o eros decolonial trazendo o conceito, a cosmologia e a desconstrução do amor ocidental como solução para relacionamentos saudáveis. A metodologia utilizada é a exploratória com levantamento bibliográfico sobre o tema e a utilização dos descritores como: Eros, amor, decolonial, ancestralidade, sociedade contemporânea em plataformas indexadas nacionais e internacionais. Repositório de teses e dissertações e revistas científicas. Resultados e conclusões: direcionou-se para o eros da floresta que não está embasado para ética da escassez, e sim em uma prática política de amor e intimidade que entende o coletivo.</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Ana Flávia Costa Eccardhttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/1037Filosofia do ser-tão para o transforAmar2024-06-15T01:59:03+00:00Adilbênia Freire Machadoadilbenia@ufrrj.br<p>O presente ensaio dialogará, a partir de perspectivas afrorreferenciadas, que são delineadas por referências afro-indígenas, acerca de possibilidades para transformAmar, descolonizar o conhecimento e nossos sentidos, tendo as filosofias da ancestralidade e do encantamento como mediadoras dessa encruzilhada. Desse modo, a filosofia do ser-tão é a linha que borda essa construção nos chamando a refletir sobre o modo como temos tecido nosso estar no e com o mundo, além de nossas teorias. Objetiva-se pensar teorias implicadas com a diversidade, a pluralidade para que possam ser movimento de cura e libertação. Amor é metodologia, pois é o que delineia a construção do ensaio, que é qualitativo e tem como objetivo nos chamar a reflexão acerca de nossas construções teóricas, práticas e sensíveis. Movimentos que nos convidam a viver de maneira ética, intensa, ser-tânica. In-conclui-se que só é possível transforAmar implicadas com o ser-tão em nós... ser-tão encruzilhado por movimentos afrorreferenciados, movimentos ancestrais e encantados.</p> <p> </p> <p> </p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Adilbênia Freire Machadohttps://periodicos.ufrrj.br/index.php/repecult/article/view/815Reunir fios de afeto2023-08-20T03:34:42+00:00Aline Matos da Rochamatosdarochaaline@gmail.com<p>Este artigo busca discutir o tema do amor na obra <em>A cidade das damas</em> através da reflexão, aprendizado, e relação afetiva estabelecida entre a discípula Christine de Pizan com as mestras e damas alegóricas: razão, retidão e justiça. Para isso, iremos nos lançar à análise do amor na <em>Cidade das damas </em>a partir da escuta do texto <em>Vivendo de amor</em>, de bell hooks, que nos alerta sobre a importância da educação dos afetos na luta contra a opressão. Em A <em>cidade das damas</em> não foi sem afeto que Christine de Pizan entrou na batalha contra a opressão feminina. Dessa forma, o intuito desta tessitura é (re)conhecer o amor como um afeto vital na autoafirmação feminina e (re)unir os fios que atravessam, (des)enrolam, (inter)ligam e estabelecem um diálogo entre bell hooks e Christine de Pizan desde perspectivas e mundos diferentes, mas que se encontram na luta contra a opressão.</p>2025-08-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Aline Matos da Rocha